{"id":894,"date":"2009-07-22T16:54:08","date_gmt":"2009-07-22T18:54:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carlamago.com.br\/blog\/?p=894"},"modified":"2009-07-22T16:54:08","modified_gmt":"2009-07-22T18:54:08","slug":"segredos-da-harmonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carlamago.com.br\/blog\/?p=894","title":{"rendered":"Segredos da Harmonia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-904 alignleft\" src=\"http:\/\/carlamago.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/image001.gif\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"75\" \/>Aconteceu assim: O Buda, sem dizer uma \u00fanica palavra,mostrou uma flor \u00e0 multid\u00e3o. E assim fez o Serm\u00e3o da Flor.Qual o enigma\u00a0? Talvez lembrar que a harmonia, t\u00e3o presente nas formas da natureza, precisa retornar \u00e0 vida do homem. A harmonia das propor\u00e7\u00f5es, das cores e das formas afeta a escala e a percep\u00e7\u00e3o de um lugar. A harmonia do lugar eleva o cora\u00e7\u00e3o humano.<\/p>\n<h2>Nas Propor\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>No geral, o la\u00e7o afetivo que nos liga \u00e0s coisas n\u00e3o persiste acima ou abaixo da &#8220;escala humana&#8221;, ou seja, nos identificamos com o que \u00e9 proporcional ao tamanho de nosso corpo. &#8230;Muito abaixo da escala humana, o objeto pode nos ser indiferente e, muito acima, pode se tornar opressor. Nesse \u00faltimo caso, existem exce\u00e7\u00f5es: a imensa catedral n\u00e3o nos oprime, pois costuma dispor de um espa\u00e7o aberto ao seu redor, de onde \u00e9 poss\u00edvel contempl\u00e1-la. Al\u00e9m disso cumpre um sentido espiritual: faz o elo simb\u00f3lico da cidade com o c\u00e9u.A altura do lugar influi nas sensa\u00e7\u00f5es de aconchego e intimidade, mais do que na de profundidade ou largura. As situa\u00e7\u00f5es \u00edntimas requerem tetos mais baixos; as menos \u00edntimas, regulares; as de cerim\u00f4nia, tetos elevados.<\/p>\n<h2>Nas cores<\/h2>\n<p>Colorir e avivar, ou tornar expressivo e brilhante. Muitos temem a cor, tem medo de errar e fazem uma casa , muitas vezes sem gra\u00e7a. &#8230; algumas cores possuem um significado universal : o vermelho \u00e9 a cor do sangue e sangue \u00e9 vida. Branco \u00e9 luz, leite(uni\u00e3o de m\u00e3e e filho) e s\u00eamem (uni\u00e3o do casal). Preto traduz sombra e terra f\u00e9rtil. Para a pedagogia Waldorf, que se baseia numa vis\u00e3o espiritual do ser humano, a cor ideal para crian\u00e7a pequena \u00e9 o rosa da flor de pessego. &#8230;Aos 8 anos, indica-se o laranja; aos 9, o amarelo; aos 10, o verde; para o adolescente, o azul.<\/p>\n<h2>Nas formas<\/h2>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o as formas, existem dois extremos: o ret\u00e2ngulo, r\u00edgido, criado pelo intelecto do homem, e as formas naturais, sinuosas. A forma ideal para a casa do homem parece ser intermedi\u00e1ria.Por isso, na moradia, a reta e a curva podem completar-se, criando ambientes de contorno irregular. Pode-se ainda arredondar ou ocupar os cantos das paredes, compondo um espa\u00e7o mais envolvente, que teria uma rela\u00e7\u00e3o direta com o corpo e o conforto humanos. O princ\u00edpio oriental da n\u00e3o a\u00e7\u00e3o , ou do &#8221; mover-se de acordo com o fluxo das coisas&#8221;, consiste em fazer curvas em vez de \u00e2ngulos e est\u00e1 presente no paisagismo chin\u00eas. Em um ambiente de formas mais livres, temos percep\u00e7\u00f5es mais ricas e profundas da vida e de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<h2>Nos detalhes<\/h2>\n<p>&#8221; Deus mora nos detalhes&#8221;, diz o ditado. Aberturas grandes ampliam o espa\u00e7o pequeno e criam vincula\u00e7\u00e3o com o entorno. Janela de quina, que se posiciona na esquina formada por duas paredes, tamb\u00e9m dilui os limites do lugar. A janela alta olha o c\u00e9u e refor\u00e7a o fechamento e a prote\u00e7\u00e3o. Nos espa\u00e7os pequenos os m\u00f3veis podem ser grandes e confort\u00e1veis&#8230; se reduzirmos a quantidade- esse \u00e9 o segredo.<\/p>\n<h2>Na vida<\/h2>\n<p>A harmonia do lugar desperta uma outra flor, que habita o cora\u00e7\u00e3o humano. &#8221; Dentro de mim, sei que existe, oculta, uma rosa branca. Inc\u00f3lume rosa. E branca !&#8221;, escreveu o poeta amazonense Thiago de Mello. Certas emo\u00e7\u00f5es negativas n\u00e3o encontram mais apoio no lugar em que vibra a harmonia. Teriam sido essas as mensagens do Buda e de sua flor ?<\/p>\n<h6>Fonte : Bons Fluidos por Carlos Solano<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aconteceu assim: O Buda, sem dizer uma \u00fanica palavra,mostrou uma flor \u00e0 multid\u00e3o. E assim fez o Serm\u00e3o da Flor.Qual o enigma\u00a0? Talvez lembrar que a harmonia, t\u00e3o presente nas formas da natureza, precisa retornar \u00e0 vida do homem. 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